terça-feira, 22 de outubro de 2013

Rádio Luar FM 98.3 – Na cadeira do barbeiro

Que tal ser um apoiador Cultural do programa Na cadeira do Barbeiro? O programa que vai ao ar todas as segundas-feiras às 18:00h tem músicas e entrevistas está no ar há mais de 4 meses e vem ganhando cada vez mais audiência. Faça parte desse programa divulgando sua empresa em meu programa. Telefone: 8436-6284 - Venha para a Cadeira do barbeiro. Luar FM 98.3 ou pela internet www.radioluar.com.br

Eles pediram

Em Garopaba os pescadores só têm tempo quando o tempo não ajuda. Uma “nordestada” (como chamam ali esse tipo de vento) espanta os peixes deixando os pescadores “ a ver navios”. Uns 8 quilômetros da praia fica o bairro Encantada onde mora seu João. Ele pode ser conhecido por muitas boas qualidades, mas algo em especial tanto irrita como alegra o pessoal em Encantada até a praia de Garopaba. Seu João é conhecido como o maior mentiroso já visto na região e fora dela. Chegou uma época da “braba nordestada”. Mais de 15 dias sem pesca. A turma se junta no bar para tomar umas pingas, contar histórias e esperar a melhora do tempo. Afinal de contas a coisa estava ficando feia. Num daqueles dias de espera, de angústia, eis que passa rapidamente pela frente do bar do seu Joca o seu João, lá de Encantada. A turma na maior lamentação até se anima e grita: - O seu João. Chega aqui, chega aqui. - Não da, hoje não da pessoal. To com pressa – responde seu João. - Mas o que aconteceu, homem? – Pergunta um deles. - Já disse que hoje não da. - Ah seu João, entra aqui e conta uma mentirinha pra nós, vai. Só uma. - O pessoal eu já disse que hoje ta difícil. To com uma vaquinha atolada lá no sítio e tenho que abater e tirar de lá, tem muito trabalho. - E, e pra nós, tem alguma coisa? – Pergunta outro. - Claro que tem. Tem pra todo mundo. É vaca grande. Pode pegar facão, bacia, balde, vamos lá- responde seu João. E lá se foi à turma. Mais de 12 homens. Com facões, baldes, bacias. Iriam depois de dias tirar a barriga da miséria. A caminhada era longa, 8 quilômetros, mas o que importava essa “pernada” na situação deles? Debaixo de sol e vento, mais de 2 horas de caminhada. Quando finalmente chegaram ao sito do seu João a turma já elaborava como iria preparar aquela carne toda depois de tantos dias sem peixe. Assim que entraram viram seu João sentado na varanda tomando um café. Perguntaram: - Onde é que ta a vaca seu João? Seu João respondeu: -Mas vocês são um bando de trouxas mesmo. Pedem pro cara contar uma mentirinha e vem tudo atrás.

RÁDIO LUAR

Na última segunda-feira, dia 14, recebi em meu programa – Na cadeira do barbeiro na rádio Luar FM, o radialista Nabor Prazeres. Com uma voz inconfundível, muito profissionalismo e simpatia “matou” a saudade de muitos ouvintes. Tenho o privilégio de ter sua voz nas vinhetas do programa. Foram mais de 40 anos dedicados ao rádio, como locutor e coordenador em várias emissoras. Confira essa entrevista no site – carosouvintes.org.br (Barra de endereço e coloque Na cadeira do barbeiro. O programa vai ao ar todas as segundas às 18h Luar FM 98.3 ou pela internet WWW.radioluar.com.br

Frases e reflexões

Se há uma coisa que nos faz parar, nos encostarmos bem na cadeira, colocar a mão no queixo e botar a cabeça pra funcionar a “todo vapor” é uma frase relevante. Ao longo da vida nos deparamos com várias delas e por mais que passem os anos, por mais que falhe a memória, há frases inesquecíveis. A capacidade de raciocinar com base em algo inteligente não é para todos. Não se pode dizer que é grosseria dizer isso, antes fosse. A sensibilidade, a humildade, a modéstia, a perspicácia, faz com que pensemos mais profundamente diante algo lido ou ouvido. Essa semana enquanto lia me deparei, sem dúvida por coincidência com algumas frases de Mario Quintana. O poeta, jornalista, tradutor, nasceu em Alegrete em 30 de julho de 1906 e morreu em 05 de maio de 1994, aos 87 anos em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Relata-se que o poeta morou por anos em um Hotel em Porto Alegre, mas quando o jornal para o qual escrevia o Correio do Povo paralisou suas atividades temporariamente por problemas financeiros, Mario Quintana, sem dinheiro, foi despejado. O comentarista esportivo e ex-jogador da seleção, Paulo Roberto Falcão, cedeu ao poeta um quarto no Hotel de sua propriedade. Uma amiga do poeta achou pequeno o quarto e Mario respondeu: - Eu moro em mim mesmo. Não faz mal que o quarto seja pequeno. É bom, assim tenho menos lugares para perder minhas coisas. Outras frases são de fato atribuídas ao poeta: - Quando alguém pergunta a um autor o que ele quis dizer, é porque um dos dois é burro. Que tal essa: - Viva cada dia como se fosse o último, um dia você acerta. Winston Churchill também tinha suas frases: - Um otimista vê uma oportunidade em cada calamidade, um pessimista vê um calamidade em cada oportunidade. As frases e pensamentos podem passar despercebidos ou ser avaliados, tudo dependerá de que quem lê e quem ouve. Ah, e só pra fechar e deixar que cada um decida por conta própria o que fará com a capacidade e oportunidades, mas duas de Mario Quinta, trechos incluídos numa das colunas de Cacau Menezes do último domingo: - Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem. - Dupla delícia, o livro traz a vantagem de a gente estar só e ao mesmo tempo acompanhado. É isso. Leu uma boa frase, ouviu algo inteligente? Faça sua reflexão. Depois escreva as suas frases.

domingo, 25 de agosto de 2013

É PRECISO SABER VIVER

É isso mesmo amigo leitor, a frase ali em cima é o tema de uma das músicas da banda Titãs. Só um louco discordaria dessa frase, aliás, um “louco” não apenas concorda com ela, mas vive de acordo, faz jus à frase. É incrível como assistimos entrevistas onde as pessoas comentam que depois que algo especial ocorreu em sua vida, seja um grave acidente ou uma doença potencialmente fatal, passaram a ver a vida de outra maneira. Dizem que depois do “fato especial” ter passado encaram a vida de uma maneira completamente diferente. Veem as pessoas a sua volta de maneira diferente. Muitos dizem que passaram a valorizar mais a família. Outros dizem que passaram a se cobrar menos, ser menos estressados ou até ansiosos. Aprenderam que as cores das flores variam. Impressionaram-se do fato de como passaram tantos anos e não tinham visto um pôr do sol. Até levantar bem cedo para ver o sol nascer deixou de ser um sacrifício para ser um deleite. A pergunta que fica é: E se a doença não tivesse acontecido, ou o grave acidente? Continuariam a levar a mesma vida de sempre. Cheia de compromissos, sonhos, ambições e de muita falta de atenção. Se o amigo leitor (a) já passou por isso com certeza escreveria melhor esta crônica. Se ainda não passamos, e assim esperamos que continue, mas a pergunta continua: Já que concordo com o tema da música e da crônica será que estou sabendo viver? Se ainda tenho o grandioso privilégio de ter por perto as pessoas mais amadas: Estou dando o devido valor? É fácil dizer que sim para as duas perguntas, o ponto é, aqueles que convivem comigo conseguem perceber? Em meio a essa nossa “vida corrida” é sempre bom perguntar se eu percebo a diferença “nas cores das flores”, hoje elas estão aqui perto, mas amanhã talvez seja tarde para ver suas cores. É preciso saber viver.

METEOROLOGISTAS

Temos que admitir esses profissionais estão “dando um banho”. Lembro, anos atrás, não sei se por falta de bons equipamentos ou pela leitura de tais, mas quando diziam que daria praia era só preparar o guarda-chuva. Quando mandavam pegar o “morcegão” sabíamos que podíamos abrir mão do guarda-chuva e pegar o guarda sol. Hoje levamos os meteorologistas muito a sério. Se errarem é mais que compreensível, estão lidando com a natureza. De um jeito ou de outro estão de parabéns.

ONDE ESTÁ?

Na última semana cometi um erro imperdoável, pelo menos para o DETRAN. Depois de guardar com muita atenção o recibo de compra e venda do meu carro, o famoso DUT ( Documento Único de Transferência ) e ainda por cima tê-lo visto menos de dois meses atrás, não o achei em lugar nenhum. Vários amigos aos quais “chorei as mágoas” (277 reais) sem contar cartório, DETRAN, nova vistoria... Quatro amigos narraram algo similar. Um sabe que sem querer jogou fora. Outros 3 encontraram logo depois de fazerem a segunda via e gastado praticamente 300 reais. Tenho certeza que o leitor (a) é mais organizado, mas não deixe de conferir.

Seu Manual

- Seu Manual o que é perspicácia? - A perspicácia é a capacidade de fazer um exame sagaz duma situação. Agir com prudência e bom critério. Significa ver além do óbvio. - Poxa, o senhor é perspicaz. - Ora não diga uma coisa dessas meu jovem.

BARBEIRO SANGUE FRIO

Hélio sempre foi apontado pelos amigos e conhecidos como homem calmo, alguém da paz. Não havia puxado por seu pai, seu Homero, homem que não levava desaforo pra casa. Certo dia seu Homero encontrou numa intriga alguém que também não levava desaforo pra casa. A disputa entre os dois ficou notória na cidade do interior. Hélio já havia visto o inimigo de seu pai. Já o inimigo de seu pai nunca tinha o visto, nem dera tempo de saber que ele era barbeiro na região. Numa tarde de sábado a briga entre o pai do barbeiro e seu inimigo intensificou-se. O tal sujeito puxou um 38 e disparou dois tiros contra seu Homero que caiu morto. Passado o enterro, a policia seguia lentamente a procura do assassino de seu Homero. Quase uma semana depois o matador querendo fugir da cidade pensou em mudar o visual. Queria cortar o cabelo e fazer a barba. Acabou entrando na barbearia de Hélio. O barbeiro sentiu o estômago apertado ao ver o homem que matara seu pai há poucos dias entrar em sua barbearia. Lembrou então que não se tratava de um confronto, pois, o criminoso não o conhecia. O sujeito sentou e disse em tom firme e calmo: - Cabelo e barba. Tenho que mudar a aparência. O barbeiro ainda usava a velha e antiga navalha. Naquele dia estava no ponto. No ponto, pensou ele, de cortar mais do que uma barba cerrada. Enquanto cortava o cabelo do homem tentava não demonstrar raiva. Tentava não tremer as mãos. Quando finalmente deitou a cadeira para lhe fazer a barba achou que aquele seria um momento crucial. Com o rosto espumado fazia com perícia a navalha correr-lhe o rosto. Chegou a parar a navalha em seu pescoço por um instante sem que o sujeito notasse isso, estava com o pescoço entregue ao filho do homem a quem matara havia uma semana. O barbeiro pensava em seu pai morto. Imaginava o sangue correndo pelo peito do homem se lhe cortasse a garganta. Seguiu com a navalha. Terminou o serviço. O assassino de seu pai estava de cabelo cortado e barba feita. Vivo. Hélio recebeu o pagamento. Seguiu-o a certa distância e chamou a polícia. O sujeito foi preso. Julgado. Cumpriria 18 anos de prisão. Hélio sempre conta que fez a coisa certa. Mas seus amigos acham que suas palavras demonstram remorso.

Seu Manual

- Seu Manual o que é perspicácia? - A perspicácia é a capacidade de fazer um exame sagaz duma situação. Agir com prudência e bom critério. Significa ver além do óbvio. - Poxa, o senhor é perspicaz. - Ora não diga uma coisa dessas meu jovem.