segunda-feira, 12 de julho de 2010

A conversa

Esta é uma conversa entre cinco pessoas, Justiça, impunidade, liberdade de expressão, povão e a dona conveniência. Eles se encontram e iniciam uma conversa sobre algo atual. Segue a conversa:
Povão- Vocês souberam o quê aconteceu? Viram quem está envolvido?
Justiça- Mas não vai ficar assim! Meu nome se fará jus, até nesse caso.
Impunidade- Ah como vocês são ingênuos. Quando é gente poderosa não dá em nada.
Liberdade de expressão- De minha parte vou falar sim, meu próprio nome me dá garantia. Nada me cala, nada!
Conveniência- Em todo caso acho que o melhor é ficar quieto, ninguém sabe o dia de amanhã.

O filho do goleiro

Muito tem se falado do goleiro Bruno. Também se fala é claro da vítima. No entanto fico pensando na criança, no filho. O que será dito a ela no futuro? A verdade sem dúvida, mas como essa noticia afetará a criança? Saber que sua mãe foi morta de maneira tão cruel e pelo próprio “pai”. Dá para usarmos de empatia, ou seja, nos colocar no lugar dessa criança no futuro?

Coisa horrível de se ouvir

Ainda tem se ouvido sobre o goleiro Bruno:
-Meu Deus, ele acabou com sua carreira.
Até parece que isso é importante. Vejo como importante a vida brutalmente tirada e o filho com uma ferida terrível. Não vai faltar goleiro!

Ratificar ou retificar

Ratificar - confirmar, validar o que foi dito ou prometido.
Retificar - tornar reto, alinhar, corrigir, recondicionar.
A testemunha ratificou diante do júri as declarações que fizera ao delegado.
O mecânico retificou o motor do carro.
Valeu Manual de Redação.

Dica

Up Altas Aventuras. Esse é mais um desses desenhos emocionantes que nos faz refletir.
Com uma história de dar nó na garganta o desenho nos faz ver a rápida passagem da vida. A dublagem não deixa a desejar, conta com a inconfundível voz de Chico Anysio.
Se vir o filme indicará também.

Qual sua opinião?

Aqui se faz aqui se paga. Concorda?
Pergunto, pois tenho ouvido e presenciado casos de idosos em asilo. Com certeza há casos especiais. E aquela história de “não se pode julgar”?. Julgar até julgamos, o problema é julgar corretamente. Mas falei dos idosos em asilos devido ao salário de alguns desses. Conheci há poucos dias num asilo um senhor que tem uma renda de onze mil e novecentos reais. Lembrei então de um caso que relatei em meu segundo livro.
Na história que relatei o “pai” com quase oitenta anos que sempre me falava que tinha onze filhos, mas nunca conviveu com nenhum deles. Teve esses filhos com varias mulheres e dizia que nunca quis conhecer ou conviver com seus filhos. Certa ocasião um rapaz de uns quarenta anos bate palmas em frente sua casa e lhe explica que é seu filho e seu sonho era conhecer o pai. Meu cliente, o senhor de quase oitenta anos disse que nem convidou o filho para entrar em casa nem tampouco deu sequência à conversa.
O filho foi embora decepcionado.
Por isso pergunto: Qual sua opinião? Não ter sido um bom pai, boa mãe, é motivo para ser deixado num asilo? Como são os sentimentos de um filho maltratado pelo pai?
Perdoar com certeza ajuda, traz alivio. Mas quem somos para julgar?

A Playboy de Portugal

O Diário Catarinense do último sábado trouxe esta interessante matéria.
A versão portuguesa da Playboy na intenção de homenagear o recém falecido José Saramago, pretende publicar em agosto fotos que incluem a imagem de Jesus Cristo, representado por um modelo ao lado de duas mulheres seminuas em poses provocantes.
A Playboy Enterprises que controla os direitos da revista em todo o mundo diz que a filial de Portugal irá perder a licença e, portanto fechará as portas. A direção geral da revista demonstrou total indignação com a atitude da versão portuguesa e diz que jamais teriam permitido.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Ao pé da letra

Há pessoas com as quais não podemos brincar, não por elas serem pavio-curto, mas por levarem tudo a sério, ou ao pé da letra. A pessoa assim não percebe que existem figuras de linguagem, que quando dizemos que fulano está de cara amarrada, pensam em alguém com uma corda em volta do rosto e não numa pessoa com expressão facial irritada. O Osmar é assim. Ele fica indignado com o patrão que ao encontrar três ou quatro preguinhos no chão, lhe diz:
-O Osmar, preste atenção, que desperdício, mil pregos no chão- Osmar, sem entender em que escola estudou o patrão, ou onde aprendeu a contar, responde:
-Mil pregos? E juntando os poucos pregos coloca-os perto do chefe e argumenta:
-Isso aqui é mil pregos? E pensa: Onde meu patrão aprendeu a contar meu Deus.
Mas o Osmar tem mais um probleminha, ele concorda com todo mundo. Ele observa Otávio e José conversando:
-Ah José, eu acho que devia haver pena de morte! Osmar completa:
-Eu também acho. Devia ter pena de morte.
José argumenta com Otávio:
-Não, não Otávio. Acredito que se houvesse pena de morte no Brasil, apenas pobres seriam executados. Não seria justo!
Osmar diz:
- É verdade! A pena de morte não deve acontecer no Brasil- Otávio passa a falar de futebol:
Sabe José, acho que a Alemanha será a campeã este ano, aliás, tenho certeza!
Osmar dá sua opinião:
-Também acho que Alemanha será a campeã.
José fala:
- Não Otávio acho que a Holanda vencerá.
Osmar dá seu palpite:
- Concordo, acho que a Holanda vai pra final e ganhará- Otávio diz:
-Olha José, o Dunga fez tudo errado.
Osmar claro dá o seu parecer:
-É mesmo, fez tudo errado!
José defende Dunga e diz:
- Acredito que ele fez o quê pôde. Não o vi como mau técnico.
Osmar ergue a voz e fala:
- Não foi mau técnico não. Fez o quê podia ter feito.
O José pisca para Otávio e diz:
- Rapaz, viu que no ano que vem quase todos os feriados serão aos domingos?
Otávio continua:
- Sim rapaz, até a sexta-feira santa cairá num domingo!
Osmar bate os braços nas pernas e sai resmungando:
- Pobre é mesmo azarado, era só o que faltava, não vou ter quase folga nenhuma!
O Osmar leva tudo ao pé da letra.

Viagem a infância

Toy Story. Homens ou mulheres, jovens ou idosos, qual era seu brinquedo preferido?
Eu gostava muito de playmobil, carrinhos, bola, bolinhas de vidro e até do Falcon. Tudo isso antes do Atari. Com o tempo vieram sobrinhos e tchau brinquedos.
Sou saudoso assumido e quando ao lado da esposa e filhos assisti o Toy Story 3 fiz uma viajem no tempo, na mente. Lembrei que mesmo ao deitar não queria largar o novo brinquedo, e como eles eram importantes companheiros, como estimulavam a imaginação. Ao ver o filme lembrei meu filho brincando e lembrei como eu também viajava durante as brincadeiras. Agora respeito mais suas brincadeiras e lembro de mim mesmo. Viva esse momento ou vá reviver aqueles momentos assistindo mais um desses desenhos que divertem as crianças e ensinam a nós “adultos”.

A expectativa...

“A expectativa adiada faz adoecer o coração, mas a coisa desejada quando vem, é árvore de vida”. Provérbios 13:12 Tradução do Novo Mundo.
Sempre que aguardamos algo com ansiedade é frustrante demais quando não se concretiza. Se antes de acontecer, havia a expectativa, o desejo agora é substituído pela decepção. Ah como isso dói. É verdade que não é assim com todos, há aqueles mais tranquilos, menos ansiosos, melhor assim. E foi por isso que tantos sofreram ou não na última sexta-feira, o sonho do hexa foi adiado por pelo menos quatro anos. Para aqueles que estão sofrendo, talvez se concentrar em algo de valor superior, por “bens maiores”.
Para aqueles que não estão sofrendo, é isso aí, temos muito mais com o que nos preocupar. É bom sempre manter as expectativas em coisas que valem realmente à pena.